terça-feira, 5 de junho de 2012

Na Moda, Como Pode !

Mais ou menos no final dos anos 90 a moda Clubber estava em alta, para quem não se lembra os CLUBBERS são aquelas pessoas que adoram musica eletrônica e se vestem com roupas super ultra mega coloridas, as cores que imperam são o cor-de-rosa e o verde fluorescente, pois bem lá vou eu e minhas amigas entrar na moda né!?
Decidimos ir para a Balada toda na moda Clubber, iniciamos assim uma busca por roupas coloridas em nossos armários e não achamos nada, passamos então para as lojas da cidade e estava tudo muito caro, decidimos então ir até o shopping de campinas fazer umas comprinhas (Nas lojas mais Populares é claro); lá vamos nós, pegar um busão e ir fazer compras. Andamos muito e no fim comprando vários Adesivos que brilham no escuro e uma blusa colorida cada uma. Após a tarde de compras pegamos o busão de volta para Indaiacity.
Nos reunimos na casa da Cá para A Preparação, cada uma se arrumou como pode, lembrandoo que as roupas com detalhes fluorescente era o auge da moda, com muita cor fluorescente. Coloquei uma saia preta que tinha uma rendinha por cima e entre a renda e a saia coloquei o adesivo de uma Bola Brilhante (Era a Terra), na blusa varias estrelinhas brilhantes e para finalizar “isca de peixe” na boca ( Isso tb era moda).
Lá vamos nós entrar na Balada,Tomar um Drink do Inferno (para diminuir a vergonha da roupa) e Dançar muitoooo.Nos divertimos muito, a balada estava indo super bem até que no meio da noite os adesivos começaram a descolar das nossas roupas e foram caindo no Chãoooo em plena pista de dança (OLHA O MICO), nós fomos pegando e colando de novo na roupa apertando com força para ver se eles não descolavam mais uma vergonha... As Clubbers "de verdade" riam de nós né, bom mas até ai normal afinal quem não ia rir, né ?!

Ser Tirda é assim, passar vergonha achando que estava na Moda.

Ahhh e detalhe na época nós achávamos mesmo que estávamos abalando ...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Um Tombo e um Beijo ??

Essa historia não aconteceu diretamente comigo, mas vale a pena ser contada. Na minha adolescência eu e minha querida amiga “X” adorávamos ficar sentada em frente de casa conversando e vendo as pessoas passarem, afinal eu moro no centro da cidade e lugar melhor para ter movimento não há, em um certo dia estávamos la sentada quando reparamos no meu vizinho ,sei la como ele chamava acho que era Ricardo (vou usar esse nome), Meio bobo, branquelo, roqueiro, parecia aqueles nerds que ficava dentro de casa o dia todo, mas bem, gosto não se discute, e minha amiga “X” achou ele bonitinho, lá vamos nós armar um plano para puxar papo com meu vizinho (detalhe eu nunca nem oi falava para ele). Um dia do nada ele falou oi e fomos iniciando uma conversa, até que um dia ele resolveu parar e conversar com nós, perguntou se freqüentávamos um clube da cidade que ele ia la as vezes (eu mal saia de casa) , falamos que sim claro que íamos la (ele era mais velho que nós) e assim viramos amigos. Um dia um amigo desse meu vizinho (Domenico ou Diógenes, não sei) veio junto e ele quis me conhecer, ta eu muito TIRDA, nem bola dei (olhava pro chão), quando ele foi embora eu quis conhece-lo (tudo ao contrario, afinal, apesar do nome ele era bem gatinho) ai minha querida amiga “x” falou que ia ver com o Ricardo de marcar alguma coisa entre nós, ta ta ela queria era sair com o Ricardo e me usou como isca para uma conversa kkkk... Nisso armamos um plano e combinamos que quando o Ricardo estivesse passando em frente de casa ela ia chama-lo e conversar com ele sobre eu e o amigo. Imagina outra TIRDA armando de falar com o cara que ela tava afim, estava tremendo da cabeça aos pés. Até que um sábado a tarde ele estava passando em frente de casa, quando minha amiga saiu correndo para falar com ele, quando ao atravessar a rua (já que ele estava do lado de la da rua) levou o maior CAPOTE da vida dela bem em frente ao Ricardo, que todo educado ajudou ela levantar que fingiu que nada tinha acontecido. A “X” conversou com ele normalmente, sem sentir a dor no joelho (ou fingindo né, apesar que a vergonha era maior que a dor do Joelho Ralado) e marcou um saída no clube que eles sempre iam para a semana seguinte, quando ela entrou em casa não sabia se chorava de vergonha ou de dor... Na semana seguinte fomos ao clube e ... ELES NÃO FORAM  :( 
Por fim demos encerrada a amizade com o vizinho ...

sábado, 21 de janeiro de 2012

Olhares

Foi a primeira vez que os olhos deles se cruzaram. Ela brasileira, ele espanhol ...
- E aí, guria? Seja bem vinda!
- Guria? Você não é espanhol?
- Soy, pero tenho una namorada brasuca acá – respondeu com aquele portunhol mais sem vergonha, mas que ela tanto gostava.
Naquele momento ela só sabia achar graça cada vez que o ouvia falar. Nada além disso.
 Foram se aproximando e ao término de cada dia de trabalho se sentavam com o grupo de amigos para compartilhar ‘una cerveza’.
Foi quando, no meio de um desses goles, os olhos deles voltaram a se cruzar. Porém, naquele momento, os amigos já não mais se reconheciam.
Preferiram seguir bebendo.
- Acho que vou embora.
- É, creo que también vou.
- Então vamos juntos.
Durante todo o caminho o silêncio não se fez presente. Não por terem muito que dizer um para o outro, mas por medo que a ausência de ruído os forçasse a agir.
- Me conta, brasileira, quais son tus planos acá?
- Acho que fico pelo menos 2 anos. Ainda tenho muito que fazer por aqui.
- Te admiro muito, brasileira. Você é bastante decidida.
- Pra algumas coisas sou, já outras ...
- Do que ta hablando?
- Não sabe mesmo do que estou falando?
- Pra ser sincero, acho que sei sim.
- Melhor mudarmos de assunto.
Aceleraram o passo. As mãos, que antes estavam abrigadas nos bolsos, agora pareciam desprotegidas; como se uma quisesse buscar a do outro. Porém, a cada pequena aproximação, o coração gelava e a mente os obrigava a repelir.
O sinal fechou.
Mais uma vez os olhos dele foram em busca dos dela. Respiraram fundo, e ele, sem perceber, deu um passo em direção à rua.
Passava um carro, e ela, sem muito tempo para pensar, gritou: Cuidado!
Assustado, ele olhou para trás e sorriu:
- Ta vendo o que você me faz passar, brasileira?
- Não entendi.
- Não mesmo?
- Não. Me explica?
- Eu estoy encantado por você, brasileira. Mas não sei lo que hacer.
- Não sei o que te dizer – respondeu rapidamente, antes que de sua boca saísse o pedido de um beijo.
- Onde você estaba há 2 anos atrás?
- No Brasil, aprendendo espanhol.
Pararam. Ela olhou para o lado e percebeu que o caminho da casa dele há muito havia ficado para trás.
- Você não mora pro outro lado?
- Moro, pero já vou virar logo ali.
- Nos vemos semana que vem?
- Claro.
E por mais que não quisessem, precisaram se despedir.
- Só um beijo – ela pensava.
- Só um beijo – ele pensava.
Optaram por um abraço e dois beijos ... um em cada canto da boca dela.
Cada um seguiu o seu caminho.
Após alguns passos ela olhou pra trás, e ele estava lá, parado, acompanhando o caminhar dela.
- Por que ele não vem atrás de mim?
- Por que ela não volta?
E no meio de tantas perguntas, a única alternativa que lhes restou foi sufocar a vontade, na tentativa de que os amigos pudessem se reconhecer quando seus olhos voltassem a se cruzar.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Uma vez TIRDA...pra sempre TIRDA!!!

Costumo dizer que ser TIRDA independe da sua vontade, é simplesmente um estado de espírito. Nasceu TIRDA, morrerá TIRDA. Isso é quase uma sina.
Já fui tantas vezes TIRDA, que até me perco nas minhas “vagas” lembranças. Na verdade, deveriam ser vastas lembranças...vastas seriam se eu não sofresse do que eu chamo de “amnésia vodkiniana”.
Enfim, lembro-me que, certa vez, algumas amigas e eu fomos até um conhecido clube da cidade pra curtir uma baladinha sertaneja. Lá chegando, pra variar, comecei a me empolgar e, entre um gole de cerveja e dois de vodka, eis que aparece o real motivo da minha presença naquele recinto...”E agora com vocês: Fulano e Sicrano”.
A euforia tomou conta de mim (meu coração “latiu”) e TIRDA que é TIRDA, quer ser esperta e, apoiada pelas fiéis amigas, fomos todas dançar bem próximas ao palco.
Cantamos, dançamos, bebemos e bebemos, entre suspiros e repetidas falas “Ai, como ele é gaaaaaaaaaaato” (sim, eu disse ELE e não eles, afinal, quem se importa que é uma dupla quando só um deles é gato), no ápice da “tirdice”, levei um memorável tombo.
Pagando de gatinha, fazendo caras e bocas para o cantor, me espatifo no chão, sem derramar uma gota sequer do líquido precioso que estava no copo, foi neste exato momento, que me dei conta que algo naquele cenário constrangedor havia me abalado.
Claro que não era a minha auto confiança que havia ficado abalada, afinal, a fé em si mesmo quando se está bêbado é inabalável.
Meu pulso, literalmente, pulsava...mesmo anestesiada pela vodka sentia a dor e, mesmo sem meus óculos, vi o inchaço. Acabara ali a minha aventura em busca do impossível.
Fui até o bar peguei um copo de gelo e me dirigi até o banheiro, sentei um pouco e coloquei o gelo no meu pulso, aplicando minhas técnicas apuradas de primeiros socorros.
Após minha tentativa frustrada de sedução, bêbadas e sem a mínima vontade de ir pra casa, tivemos a brilhante ideia de irmos ao hospital verificarmos se estava tudo bem com meu pulso.
Não preciso dizer que causamos na recepção do hospital, também não preciso dizer que a sorte que o médico me mandou pro raio x e não pra glicose...pensando bem, na glicose não teria sido xavecada pela enfermeira macho do raio x. Teria me poupado de mais esse detalhe naquela noite.
Moral da história: o cantor não quis, mas a enfermeira macho queria, mas aí era eu quem não queria...a vida é um eterno quem eu quero, não me quer! Ahahahahaha

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Você não sabe falar inglês? Então você é TIRDA também!

É isso mesmo que você entendeu! Sem inglês você é TIRDA!
Tive oportunidades em minha vida, fiz dois cursos de inglês na adolescência, mas como não utilizo no meu dia a dia, esta cultura caiu no esquecimento. O que eu não imaginava é que um dia eu fosse me sentir tão tirda por não saber falar inglês no BRASIL!
Pois é... fiz uma viagem recentemente em que a cada 5 pessoas que eu conheci 3 eram gringos... os outros 2 eram brasileiros mas tb falavam inglês fluentemente, inclusive minha amiga que me acompanhou na viagem. Portanto, como a maioria era gringo e quem não era também sabia falar inglês, exceto eu, toda a comunicação era nesta maldita língua... e a TIRDA aqui ficava rindo de tudo, até quando o assunto era triste!
Então resolvi sair na noite e conhecer algum brasileiro, para ter com quem conversar... mas acreditem... as pessoas mais interessantes que se aproximavam diziam: "Du iu espiki inglichi?"

Ahhhh não aguentava mais essa tortura!!! E minha amiga, coitada, quando tinha paciência ficava traduzindo algumas coisas pra mim, mas ai sim que eu me sentia MAIS TIRDA!
Conclusão: por não saber falar inglês eu perdi a oportunidade de fazer novos amigos e até de, literamente, conhecer outras línguas!!!
O importante é que já me inscrevi no curso de inglês e aprendi logo na primeira aula a dizer: "I don't know"
Boa sorte para mim! ;)

domingo, 1 de janeiro de 2012

...

- Oi, tudo bem?
- Eu to bem, e você?
- Também ... se importa se eu comer?
- Claro que não!
- Então, aproveita pra me falar sobre você, enquanto eu como.
- mmm...eu não tenho muito o que falar. Acho que você já deve saber de grande parte.
- É...não sei.

...
Uma hora e meia depois...

- Acho que vou dormir.
- Está com sono?
- Um pouco.
- Só espera mais um pouco.
- Por quê?
- Queria saber como você está.
- Mas eu já falei.
- Não...
- Eu estou bem...num processo ainda.
- Entendo.
- Tem dias que estou bem, outros nem tanto.

...
15 minutos depois...

- Você entendeu tudo o que falei?
- Entendi perfeito.
- Por que está chorando?
- Não estou triste. Não se preocupe.
- Mas se não ficou claro pra você, eu adoro saber como está.
- Obrigada por dizer.

...
Mais 15 minutos...

- Agora eu vou.
- Já vai dormir?
- Vou, e você?
- Também.
- Você é muito especial.
- Obrigado.
- Adorei a conversa.
- Já que você falou...eu também gostei muito.
- Boa noite.
- Boa noite.

...
5 minutos depois ela fecha os olhos e sonha com ele.
                                                                                                 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um Brinde ao Bar...Man!!

Quantas vezes você vai ao bar para paquerar os mocinhos da mesa ao lado hein?
Agora você já pensou em paquerar o Barman ao lado? Isso já me aconteceu...
Aquele mocinho fortinho, com a camisa meio aberta e com carinha de safado me olhando e eu super tirda pensando “é para mim que o Barman ta olhando?”. Enquanto todas minhas amigas diziam que Siiimmm e que eu deveria retribuir o olhar já que ele era gatinho. Mas como faz isso??? Eu sou Tirda não sei paquerar, não sei retribuir olhar, quando ele me olhava eu babava cerveja, tropeçava no caminho do banheiro, não sabia o que fazer, literalmente ficava boba e pensava - gente ele era o barman do Bar- tá tá eu sei é preconceito da minha parte pensar assim,mas vai me falar que se fosse com você não pensaria a mesma coisa?!
Bom no final comecei a freqüentar o bar quase toda semana, para não falar todo dia ja que eu passava la em frente só para ver ele fazendo suas bebidas ou até mesmo lavando um copo. Acredite já deixei de ficar em aniversario de amiga minha com tudo open para ir no bar beber (digamos que essa hora eu já tinha perdido contato com a torre), ficava roxa quando ele com um sorrisinho de canto me falava Oiiii...
Eu tão tirda como sou, quando ele passava perto da minha mesa meio que falava “Olha o Barman vindo”achando que ele não ouvia nada e lógico que ele ouvia, né ... Sou Tirda!
E por ai foram meses e meses, ele me olhando eu meio que olhava, aquele sorrisinho de canto de boca, umas cervejinhas de cortesias (ai eu vi vantagem), aquele tchauzinho de longe...
E as minhas amigas falando que eu tinha que fazer a coisa acontecer, calma Euuu?????
Não consigo jamais fazer isso, mal consigo olhar para ele imagina fazer alguma coisa acontecer... Piada né?
Mas é ai que entra as grandes amigas e uma dessas grandes amigas um dia pós festa me ajudou a colocar um plano em ação e eu tomei coragem (a vodka ajudou) falei “Vamos lá”... minha amiga chamou ele que estava em frente ao bar indo embora para casa e ele olhando para o lado disse “ eu, eu??????” sim você seu lerdo, o tirdo da vez foi ele.
Bom no final ele foi ao meu encontro e ...
Prometi que não freqüentaria o bar novamente por muito e muito tempo.
Assim passei a freqüentar outros lugares e ai que surgiu ...
Fica para o próximo post.