quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um Brinde ao Bar...Man!!

Quantas vezes você vai ao bar para paquerar os mocinhos da mesa ao lado hein?
Agora você já pensou em paquerar o Barman ao lado? Isso já me aconteceu...
Aquele mocinho fortinho, com a camisa meio aberta e com carinha de safado me olhando e eu super tirda pensando “é para mim que o Barman ta olhando?”. Enquanto todas minhas amigas diziam que Siiimmm e que eu deveria retribuir o olhar já que ele era gatinho. Mas como faz isso??? Eu sou Tirda não sei paquerar, não sei retribuir olhar, quando ele me olhava eu babava cerveja, tropeçava no caminho do banheiro, não sabia o que fazer, literalmente ficava boba e pensava - gente ele era o barman do Bar- tá tá eu sei é preconceito da minha parte pensar assim,mas vai me falar que se fosse com você não pensaria a mesma coisa?!
Bom no final comecei a freqüentar o bar quase toda semana, para não falar todo dia ja que eu passava la em frente só para ver ele fazendo suas bebidas ou até mesmo lavando um copo. Acredite já deixei de ficar em aniversario de amiga minha com tudo open para ir no bar beber (digamos que essa hora eu já tinha perdido contato com a torre), ficava roxa quando ele com um sorrisinho de canto me falava Oiiii...
Eu tão tirda como sou, quando ele passava perto da minha mesa meio que falava “Olha o Barman vindo”achando que ele não ouvia nada e lógico que ele ouvia, né ... Sou Tirda!
E por ai foram meses e meses, ele me olhando eu meio que olhava, aquele sorrisinho de canto de boca, umas cervejinhas de cortesias (ai eu vi vantagem), aquele tchauzinho de longe...
E as minhas amigas falando que eu tinha que fazer a coisa acontecer, calma Euuu?????
Não consigo jamais fazer isso, mal consigo olhar para ele imagina fazer alguma coisa acontecer... Piada né?
Mas é ai que entra as grandes amigas e uma dessas grandes amigas um dia pós festa me ajudou a colocar um plano em ação e eu tomei coragem (a vodka ajudou) falei “Vamos lá”... minha amiga chamou ele que estava em frente ao bar indo embora para casa e ele olhando para o lado disse “ eu, eu??????” sim você seu lerdo, o tirdo da vez foi ele.
Bom no final ele foi ao meu encontro e ...
Prometi que não freqüentaria o bar novamente por muito e muito tempo.
Assim passei a freqüentar outros lugares e ai que surgiu ...
Fica para o próximo post.

Ao mestre com ... espinho!

Sabem aquele negócio de se apaixonar pelo professor? Pois então, eu caí nessa. Eu sempre ouvia histórias de amigos e não entendia como eu havia passado ilesa por isso, afinal, eu também tenho aquela impressão de que tudo sempre acontece comigo. Foi ai que no auge dos meus 20 e tantos anos eu resolvi colocar mais essa no meu repertório de tirdice.

Foi mais ou menos assim ...

Segunda semana de curso de inglês, eu ainda estava meio perdidona. Não conhecia muita gente e, como sempre, preferi não me enturmar logo de cara. Sou do tipo que primeiro analiso pra só depois ir me soltando. Mas isso não interessa no momento.

Eu estava sentada em uma das poltronas da recepção, quando ele apareceu. Meu coração disparou. Foi imediato. Logo pensei: “Fudeu”. Já conhecia bem esse negócio de coração disparar e exatamente no que isso resulta: tirdice.

Mas, existem coisas que nem a minha vasta experiência em ser tirda me deixa evitar. Assim, não demorou muito e lá estava eu freqüentando todas as aulas dele, procurando o perfil do cidadão no facebook e me arrumando cada manhã, porque né, ‘vai que eu encontro com ele?’.

E a verdade é que eu quase nunca encontrava e quando passava por ele, fingia que não via. É, eu sei, não faz sentido algum.

Até que teve um dia em que a escola resolveu fazer um passeio. Decidi participar, porque vai que...

E foi. Ele estava lá. Lindo, alto, com aquele sorriso e olhos azuis. E sabem o que eu fiz? Fingi que não vi. Mas ele me viu e me chamou pelo nome. E eu nem tinha ideia que ele sabia o meu nome. Fui até ele e adivinhem? Fiquei burra. Não sabia o que dizer, para onde olhar, se corria, sorria ou simulava um desmaio. Apelei para a tática do celular: ‘Oi, onde você está?’. Tirda, tirda, tirda!

Até esse dia nenhum dos meus novos amigos sabiam da minha queda pelo professor. Só que tenho a impressão que a cara de pamonha que eu fazia cada vez que ele passava do meu lado entregou tudo. E os comentários começaram a aparecer: ‘Olha, acho que tá rolando uma química entre vocês’, e eu replicava ‘Química? Do que você está falando?’.

O problema é que sou altamente influenciável por sintomas. Uma vez uma amiga me disse que a axila dela ardia toda vez que passava o desodorante depois de depilar. Comecei a sentir também. Outro amigo falou que tinha medo de andar sozinho em garagens de prédio. Comecei a ter também. Daí me vem essa pessoa e diz que ‘está rolando uma química’. Pronto, comecei a acreditar nisso também.

Mas não era pra menos. No meio do passeio paramos num cemitério, porque o local tinha uma daquelas histórias interessantes. Aí resolvi deixar meu lado tirda de lado e dei um chega pra cá no professor: ‘Qual é mesmo a história desse lugar?’. E conversa vai e conversa vem, até que o ser pede pra tirar uma foto minha. ‘Minha? Mas aqui, no cemitério? Ta bom’. Logo pensei: ‘Essa vai ser a deixa para um contato futuro. Mas, e agora? Sorrio ou faço cara de triste? Mmm, esse negócio de foto em cemitério me deixou confusa’. Preferi sorrir.

O passeio terminou e eu comecei a planejar o meu próximo passo: pedir a minha foto para ele. Mas como? Claro, facebook.

E esse negócio às vezes funciona. Mas vejam bem, somente às vezes. Tanto fucei que acabei achando o perfil do profe. Daí vem o segundo dilema: adiciono ou não? Eu sei que escrevendo assim parece até coisa de adolescente, mas vocês já não repararam que ficamos meio adolescentes cada vez que esse coração resolve disparar?

Pois como sou de muita atitude (ou não), adicionei. E ai é o começo do fim. Entrava de cinco em cinco minutos no tal ‘site de relacionamento’ para ver se ele já tinha me autorizado. E quando ele autorizou, ferrou de vez. Passei a vivenciar por pelo menos dois meses a famosa dor de cotovelo virtual.

Pedi a foto e a conversa começou. Por sorte, o papo entre nós sempre fluiu bem. Não tinha aquela coisa monossilábica. Acho que isso foi um dos fatores que alimentou essa minha paixonite.

E a cada conversa ele ia demonstrando sinais de interesse. Por mais tirda que eu seja, é possível perceber alguns sinais.

Até que ele resolveu ficar amigo de um amigo meu. Seria perfeito, se esse tal amigo não tivesse se declarado pra mim semanas antes. Pensei: ‘To lascada’. Claro, porque na minha cabeça só passava a hipótese de que a partir de então meu filme seria queimado.

Mas não foi bem assim. Acho que, numa tentativa de se aproximar, esse meu amigo começou a me passar informações sobre o professor. Não sei, na verdade, se tudo o que ele me disse foi real, mas meu amigo teve um papel importante no desfecho dessa história.

Depois de irem juntos a um bar, meu amigo me ligou: ‘Ei, me diz uma coisa, você ainda está interessada no professor?’. ‘Por que está me perguntando isso?’. ‘Bom, se você estiver, vai fundo. Ali tem jogo’. ‘Me fale mais sobre isso’.

E ele falou. Tentou ser o mais educado possível, mas sei que conversas entre homens nunca se resumem ao ‘acho ela muito bonita’. Não mesmo!

Mas o problema era justamente isso. Tudo sempre ficava na conversa. Notei que o professor começou a me olhar diferente, que os nossos papos estavam mais freqüentes, que os olhares se cruzavam a todo o momento, mas nada dele agir.

E teve um dia que me cansei. Não agüentava mais isso e já não tenho mais paciência pra ficar fantasiando historinhas na minha cabeça. Resolvi partir pro ataque. E é aí que entra a parte do ‘vergonha alheia de mim mesma’. Cada vez que me lembro do que fiz, me vem aquela vontade de me esconder e não me achar nunca mais.

Escrevi para ele. Um texto direto, que tinha como objetivo conseguir a resposta para a pergunta que durante dois meses atormentou meus pensamentos: ‘E ai? Rola ou não rola?’.

Foram exatamente três longos e intermináveis dias para a resposta aparecer. E quando ela apareceu, eu estava com tanta vergonha do que tinha feito, que demorei mais de duas horas pra abrir a mensagem.

Abri. Lindas palavras, diretas, mas com uma mensagem que durante muito tempo ficou gritando no meu ouvido: ‘Se eu tivesse visto essa mensagem algumas semanas atrás, minha resposta seria o mais definitivo sim. Mas, eu conheci uma pessoa ...’. Nem preciso terminar. Aliás, nem sei por que continuei lendo o resto da mensagem. Quando essa conjunção aparece, coisa boa não vem.

Agora, eu fico me perguntando. Sou eu a tirda, ou esses homens estão de brincadeira comigo?

Só sei que nessa, eu não caio mais não! Aliás, os olhos dele nem eram tão bonitos assim.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

E vamos começar ?

Será que ele está olhando pra mim? Ligo ou mando mensagem? Não ligo nem mando mensagem? Sorrio ou me faço de desinteressada? Nossa, acho que engordei! Não acredito que ele está ficando com aquela menina. Mas eu tinha certeza que ele estava a fim de mim. Resposta errada no momento mais errado ainda ... puts, fui tirda!
É, não tem jeito. Por mais que tentemos, é quase que impossível evitar aqueles momentos nos quais sentimos a famosa ‘vergonha alheia por nós mesmos’. As histórias são infinitas e no final, por mais que demore, a risada é inevitável.
Sabendo de tudo isso, decidimos criar esse blog. A idéia aqui é divertir. Rir das nossas esquisitices, sem se preocupar em encontrar uma resposta para elas.
Aqui vocês vão poder ler histórias reais, inventadas e até mesmo algumas com uma realidade inventada, afinal, pode não ter sido exatamente daquela forma, mas bem que poderia.
Por que não?
E como tudo que acontece em nossas vidas tem um ‘onde’, vamos sempre tentar oferecer dicas de bares e viagens. Assim, você aproveita para dar boas risadas, se identificar e conhecer alguns lugares para praticar (ou não) a sua ‘tirdice’.
Resumindo: sabe aquele negócio de ‘Se eu contar ninguém acredita?’ ou ‘Isso só podia acontecer comigo’? Bom, aqui vamos mostrar que não é bem assim, afinal, sim, eu acredito na sua história, e não, isso também já aconteceu comigo. E sabe por quê? Porque ao menos uma vez na vida, você também já foi tirda!

PS.: Optamos por colocar nomes fictícios nas histórias, afinal, somos tirdas, mas nem tanto assim.